A agricultura brasileira desempenha papel estratégico na segurança alimentar global, posicionando o país como um dos principais fornecedores de alimentos, fibras e energia renovável do mundo. Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou US$ 169,2 bilhões em exportações. O setor respondeu por 48,5% de tudo o que o país exportou no período. Entre os produtos brasileiros de maior impacto no mercado global estão soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja. Em várias dessas cadeias, o Brasil ocupa posição de liderança.
A Secretaria de Política Agrícola (SPA) informa que a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, um recorde histórico. Dessa forma, o Brasil exerce papel relevante no abastecimento e na segurança alimentar mundial, atendendo cerca de 10% da população nos cinco continentes, conforme dados da SPA. Por exemplo, o país é o maior produtor e exportador de café, com exportações anuais de cerca de 40 milhões de sacas, o que representa aproximadamente 35% do consumo mundial.

Estudos e pesquisas realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contribuíram para o desenvolvimento de uma agricultura tropical com alta produtividade, competitividade e sustentabilidade, que hoje se destaca pela eficiência.
O Mapa atua na condução e no fomento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção agrícola nacional, por meio da promoção de um ambiente regulatório estável, do incentivo à inovação e da ampliação do acesso a mercados. Entre os principais instrumentos, destacam-se as ações de defesa agropecuária, que asseguram a sanidade e a qualidade dos produtos, e os programas de apoio à comercialização, especialmente no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), cujas diretrizes são coordenadas, elaboradas, acompanhadas e avaliadas para garantir a segurança alimentar e a comercialização dos produtos agropecuários.
CARNE SUÍNA – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) também foram recordes para o período. Ao todo, foram 116,3 mil toneladas embarcadas em janeiro, número 9,7% maior que o total embarcado no mesmo mês do ano passado, com 106 mil toneladas.
A receita das exportações chegou a US$ 270,2 milhões, saldo 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado (e recorde para o mês de janeiro), com US$ 238 milhões.
Maior importadora de carne suína do Brasil, as Filipinas foram destino de 37,4 mil toneladas (+91%). Foram seguidas por Japão, com 12,9 mil toneladas (+58%), Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), México, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%).
Maior estado exportador, Santa Catarina embarcou 56,5 mil toneladas (-2,3%), e foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), Paraná, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%).
20 de março de 2026/ Dados do MAPA e ABPA/ Brasil.
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